
A 78.ª Volta a Portugal em bicicleta aboliu as chegadas em alto, num percurso de 1.618,7 quilómetros, entre Oliveira de Azeméis e Lisboa, em que a Senhora da Graça é insuficiente para contrapor a distância excessiva em contrarrelógio.
O percurso, hoje apresentado, é, muito provavelmente, o mais desequilibrado das últimas edições, com os 11 dias de competição a contemplarem uma única chegada em alta montanha, na Senhora da Graça (Mondim de Basto), a reduzirem a mítica Torre a um mero ponto de (dupla) passagem e a oferecem demasiados quilómetros (quase 36) em exercício individual para um pelotão maioritariamente de trepadores.
No ano do regresso dos ‘grandes’ à estrada, a prova rainha do calendário nacional pisca o olho ao Sul, entrando em território alentejano (Alcácer do Sal) pela primeira vez desde 2008, e inova, trazendo para o ciclismo o ‘salto’ de Fafe, um dos famosos troços do Rali de Portugal, e recuperando a região Oeste, com a estreia da Nazaré e Arruda dos Vinhos e a passagem na Serra de Montejunto.
Tudo começa a 27 de julho, em Oliveira de Azeméis, onde os ciclistas vão sair um a um para percorrer os 3,6 quilómetros do prólogo que vai definir quem vai ser o primeiro camisola amarela da 78.ª edição. Confira os percusos para cada dia da prova.